Falar de massacre por aqui é, ou devia ser, algo rotineiro, visto que todos os dias pessoas são massacradas, seja por sua raça, cor, opção sexual, religião, nacionalidade, entre outros fatores que não deveriam ser levados em conta para diferenciar ninguém.
Porém, nos sentimos na obrigação de falar sobre, e não deixar passar em branco a chacina que o estado está comandando em Pinheirinho.
Para os que não sabem, aquela área foi adquirida irregularmente por um conhecido delinqüente do colarinho branco, graças ao seu trânsito junto aos políticos da extrema direita desse país.
Quem cedeu essa liminar para reintegração de posse foi um juiz de plantão do STJ atendendo uma solicitação da justiça paulista. Porém, como a área era, originalmente, de uma família alemã que foi chacinada de forma terrível (crime esse jamais esclarecido pela justiça paulista), e a família não tinha herdeiros, a área passaria para a união. Mas as autoridades paulistanas se intrometeram e venderam a área ao Sr. Naji Nahas.
Aproximadamente 1,6 mil famílias vivem naquela área a aproximadamente 8 anos.
Hoje estão sendo retiradas de forma totalmente brutal e desnecessária, a maioria sem ter ao menos a chance de retirar seus pertences das casas que serão demolidas nas próximas horas.
Nosso digníssimo governador Geraldo Alckmin se mostrou ainda mais sem caráter, ao permitir, e além, tentar tirar das suas costas a culpa, ao dizer que devia ser feito o que a justiça definisse.
É difícil achar palavras para exprimir minha indignação e repugnância contra esta ação do governo católico-fascista de São Paulo.
Mais difícil ainda, é tentar entender tamanha ignorância por parte dos homens fardados, descarregando sem dó sua raiva em cima do povo os quais eles deviam proteger, o povo do qual eles fazem, ou deveriam fazer parte.
Indignante ver que grande parte da classe média pseudo-burguesa defende esse assassinato em massa liderado pelo estado.
Cabeças tão minúsculas, que não percebem que são esses pais de famílias, essas crianças aterrorizadas, essas mulheres desamparadas, que serão os futuros assaltantes, traficantes, prostitutas, espalhados pela metrópole. E que daqui alguns meses ou anos, serão alvo dos jornalistas sensacionalistas da mídia elitizada que encherão a boca pra chamá-los de vagabundos.
Luto e tristeza por pinheirinho, denunciaremos incessantemente para que a justiça seja feita e os assassinos de farda e paletó paguem pelo que estão fazendo!
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